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1 de abr de 2011

Especial O Fim do Mundo

Dando continuidade ao post sobre as catástrofes naturais, vou falar um pouco sobre os filmes que retratam o fim do mundo, ou pelo menos que indicam que o mundo  vai acabar. Os filmes de invasão alienígena também tocam no assunto sobre o fim do mundo, mas não é o que eu quero falar aqui; e eu ainda farei um especial sobre filmes de invasão alienígena. Aqui está o post anterior, de filmes sobre vulcões.


A proposta desse post é analisar, de forma rápida, os filmes que retratam o fim do mundo causado por asteróides, cometas ou outros objetos. Filmes sobre um possível impacto de um objeto na Terra, é um dos meus gêneros preferidos, talvez o preferido. Esses temas são muito interessantes, repleto de mistérios, informação, cenas e efeitos especiais espetaculares, além do drama que os filmes mostram. São vários os tipos de filmes sobre o fim do mundo, e não se limitam apenas à um asteróide ou cometa. E já faz anos que Hollywood usa esse tema, que atrai multidões curiosas para o cinema; aliás, esse tipo de filme é o mais próximo possível do gênero filmes catástrofes. Vamos ver então os filmes que retratam esse tema, e torcer para que isso aconteça, e fique, apenas no mundo do cinema.

Filmes:
- O Fim do Mundo (When World Collides, 1951)
- Impacto Profundo (Deep Impact, 1998)
- Armaggedon, 1988
- O Núcleo - Missão ao Centro da Terra (The Core, 2002)
- O Dia Depois de Amanha (The Day After Tomorrow, 2005)
- 2012 (2009)



IMPACTO PROFUNDO (DEEP IMPACT, 1998)
Direção: Mimi Leder
Elenco: Robert DuVall, Tea Leoni, Elijah Wood, Morgan Freeman, Vanessa Redgrave, Leelee Sobieski e James Cromwell

Um excelente elenco de atores estrelam Impacto Profundo, que mostra com muito mais realidade sobre o tema. Leo Bierdeman (Elijah Wood) descobre um objeto diferente no espaço durante uma aula de astronomia, e o seu professor manda para análise. Um ano depois, se descobre que o que ele viu era um cometa de 11km que vai se chocar com a Terra dentro de um ano. Uma equipe comandada por Spurgeon Tunner (Robert DuVall) é enviada até o cometa para destruir a ameaça. Enquanto isso, na Terra, a população tem que enfrentar o drama de esperar uma salvação, que poderá não acontecer. No ele nco ainda estão Tea Leoni, que interpreta a repórter Jenny Lenner, Vanessa Redgrave, que é a mãe de Jenny, Morgan Freeman, que interpreta o presidente dos EUA e Leelee Sobieski, que faz um par romântico com Leo.

     
Impacto Profundo mostra muito bem, e com mais realidade, o drama que a população enfrenta após a descoberta do cometa; e por isso, é um dos meus favoritos do gênero. Sem exageros, sem atos heróicos e impossíveis, o longa é discreto, sensível e apesar de não ter muita ação, pelo menos algo acontece no final. Todos os atores estão super bem, principalmente Tea Leoni, Robert DuVal e Morgan Freeman, e o enredo é simples e vai direto ao assunto. O famoso drama familiar em filmes catástrofes está presente: Jenny Lerner é uma repórter que tem seus pais separados, interpretados por Vanessa Redgrave e Maximillian Schell, e que acaba descobrindo o maior furo da história; e ainda tem o garoto Leo Bierdeman, que é apaixonado pela sua amiga Sarah Hotchner, e fará de tudo para salva-la. E para finalizar todo esse drama, tem a incrível e triste cena final, de arrancar rios de lágrimas, embalados em uma das mais lindas trilhas sonoras que já ouvi, com destaque para a música tema do filme. Diferente de Armaggedon, o cometa de Impacto Profundo atinge a Terra, mas não por completo (ao ver o filme você vai entender), resultando numa cena incrível e muito bem feita. Impacto Profundo é bem melhor, mais tocante e sensível do que Armaggedon e você vai descobrir um pouco mais sobre o porque disso a seguir. Impacto Profundo arrecadou no seu fim de semana de estréia nos EUA US$ 41 milhões, resultando em pouco mais de US$140 milhões nos EUA, US$ 209 milhões no resto do mundo, totalizando uma bilheteria mundial de US$ 349 milhões. 

TRAILER



CENA FINAL - ONDA GIGANTE













ARMAGEDDON (ARMAGEDDON, 1998)
Direção: Michael Bay
Elenco: Bruce Willis, Ben Affleck, Liv Tyler, Billy Bob Thorton, Will Paton Steve Buscemi, Michael Clark Duncan e Owen Wilson.

Dois meses depois da estréia de Impacto Profundo nos cinemas, outro filme do gênero estreou: Armageddon. Uma chuva de meteoros invade a Terra, destruindo várias cidades da América. Após uma investigação, os cientistas descobrem que um enorme asteroide, que ainda não tinha sido descoberto, está em rota de colisão com a Terra, dentro de apenas alguns dias. Dan Thruman (Billy Bob Thorton) organiza uma expedição para destruir o asteróide, e chama uma equipe de perfuradores liderada por Harry Stamper (Bruce Willis). Mas eles não sabem nada sobre viajar no espaço, e terão pouco tempo para aprender e fazer tudo certo, para que consigam destruir a maior ameaça da história da humanidade. 



Armageddon tem um elenco espetacular de astros, um enredo ágil, repleto de ação, divertido, engraçado e cheio de drama, confusão, brigas, momentos heróicos e impossíveis que só em um filme hollywodiano acontece. O filme é um ótimo divertimento e também tem seus momentos tristes de arrancar lágrimas, mas o filme é muito apelativo, cheio desses momentos heróicos onde uma pessoa, de preferência americano, salva o mundo e se torna um herói. Em outras palavras, o filme é extremamente americano, mas tem ótimos efeitos especiais e cenas mais emocionantes, resultando num filme de puro entretenimento. O drama dos personagens centrais, Harry (Bruce Willis), sua filha Grace (Liv Tyler), e A.G (Bem Afleck). Grace e A.G namoram escondidos de Harry, porque ele não ia aceitar sua filha namorar um de seus empregados. Harry é um pai rabugento e cabeça dura, mas que ama a filha do jeito dele, e por isso implica com o namoro dos dois durante o filme todo. Mas, de uma forma geral, Armageddon tem uma história dos personagens bem inferior a de Impacto Profundo, que é muito mais explorada, podendo entender melhor o drama dos personagens. Apesar de tudo, os  momentos finais do filme são quase impossíveis de não chorar, ainda mais embalado com uma também excelente trilha sonora, incluindo a linda música do Aerosmith, I Don't Wanna Miss a Thing. Armageddon estreou dia 1º de julho nos EUA, arrecando US$ 36 milhões de dólares no seu fim de semana de estréia. Só nos EUA faturou mais de US$ 201 milhões, e no resto do mundo mais de US$ 352 milhões, totalizando uma bilheteria mundial  de mais de US$ 553 milhões.

TRAILER




CENA FINAL














O NÚCLEO: MISSÃO AO CENTRO DA TERRA (THE CORE, 2002)
Direção: Jon Amiel
Elenco: Aaron Eckhart, Hillary Swank, Stanley Tucci, Bruce Greenwood e Delory Lindo


O final dos anos 90 foi marcado por esses dois filmes anteriores, Impacto Profundo e Armageddon. Os filmes com o tema sobre o fim do mundo tomaram um novo rumo a partir do ano 2000, e ficaram bem diferentes. Na verdade, o tema é o mesmo, mudando apenas o assunto: antes, a ameaça vinha do espaço, e agora, ela vem da própria Terra. O primeiro grande filme a mostrar esse assunto no cinema foi O Núcleo: Missão ao Centro da Terra, embora tenha elementos dos dois filmes de antes. O longa foi considerado impossível de acontecer, pelas inimagináveis coisas que aparecem, mas é bem melhor do que falam. Incidentes misteriosos estão acontecendo pelo mundo, e o dr. Joshua Keyes (Aaroon Eckhart) descobre que o núcleo da Terra parou de girar, e com isso, o campo eletromagnético se dissipará, resultando em vários desastres, principalmente no fim da camada de ozônio, que nos protege dos fortes raios solares. O que parece impossível acontece, e uma equipe é enviada para o núcleo da Terra com a missão de reativa-lo e salvar o planeta. Mas é muito mais dificil do que ir até o espaço, e eles enfrentarão muitos perigos pela frente.



O Núcleo pode ter lá seus defeitos, assim como todo o filme tem, mas convenhamos que o longa é extremamente interessante e muito diferente de todos os filmes do gênero: enquanto o pessoal se preocupa com os asteróides no espaço, esqueceram de um problema que pode ser tão pior quanto um objeto vindo do espaço: o núcleo da Terra. Tem que ver para entender os acontecimentos no filme, porque é um pouco complicado eu explicar aqui. O Núcleo é uma mistura de Armageddon com o filme Viagem ao Centro da Terra, mas sem os monstros estranhos desse segundo. O interessante do filme é que não tem tanto aquele clima de tristeza que nem nos filmes do gênero, se tornando um filme mais divertido e empolgante, além de ser muito interessante, porque mostra o que se imagina ter dentro da camada da Terra. O longa tem seus momentos dramáticos, principalmente quando os personagens começam a morrer na missão, mas em nenhum momento consegue tirar lágrimas do espectador, sendo muito mais um filme de aventura, do que um drama. Os efeitos especiais são ótimos e com cenas incríveis e cheia de suspense e mistério, principalmente a cena dos pássaros no início do filme, que lembra muito o filme Os Pássaros, de Alfred Hitchock. Além disso, o filme nos dá uma aula de geofísica, sendo muito interessante e nem um pouco difícil de entender. O Núcleo é um dos meus preferidos do gênero por ser inovador e extremamente interessante.
















O DIA DEPOIS DE AMANHÃ (THE DAY AFTER TOMORROW, 2004)
Direção: Roland Emmerich
Elenco: Denis Quaid, Jake Gyllenhal, Emmy Rossun e Ian Holm

Com um nome bem interessante, O Dia Depois de Amanhã estreou em 2004 com um assunto polêmico e super atual: o aquecimento global. Jack Hall (Denis Quaid) é um climatologista do governo que tem uma teoria que as calotas polares estão derretendo, e isso afetará todo o hemisfério norte, produzindo uma nova era glacial. Não demora muito para que a teoria se torne verdadeira, e tornados, tsunamis e uma tempestade de gelo começam a aparecer pelo mundo, destruindo e matando toda a população. Sem mais nada a fazer, a população precisa apenas fugir desses desastres para o mais longe possível e se proteger contra o frio extremo. No meio disso tudo, Jack vai até Nova York atrás dos eu filho, Sam (Jake Gyllenhal), que estava com sua colega Laura (Emmy Rossun) em um evento da faculdade, enfrentando todo o perigoso causado pelo aquecimento global.



O diretor Roland Emmerich é famoso por sempre querer destruir alguma cidade, ou o mundo todo: exemplo disso são os filmes Independence Day e Godzilla, além de 2012, lançado posteriormente. Roland é especialista em filmes catástrofes, sendo o diretor mais lucrativo em um filme do gênero. Apesar de ser um pouco exagerado, O Dia Depois de Amanhã é super atual, inteligente, e faz uma crítica extremamente correta sobre o aquecimento global, causado pelo ser humano. O diretor critica feio os governos do mundo (e fez certo), mostrando que, mesmo eles sabendo do que está acontecendo, eles não fazem nada e só pensam na economia dos países. O filme tem ótimos e empolgantes efeitos especiais, que começam com um triplo tornado arrasando Los Angeles, um tsunami enorme atingindo Nova York, e um furacão que congela tudo por onde passa, resultando na era glacial. Os famosos dramas continuam presentes no longa, e é sempre o mesmo: o filho que não se dá bem com o pai, que é separado e mora sozinho. O grande problema de Roland é que ele não consegue desenvolver muito bem essa lado dramático dos seus personagens, e isso é visto muito mais em 2012; mas ele é um excelente diretor com idéias brilhantes e, realmente, um mestre em filmes catástrofes. No fim, o longa é um verdadeiro alerta sobre o futuro do nosso planeta, e se não cuidarmos bem dele, isso pode acontecer um dia. O Dia Depois de Amanhã arrecadou US$ 186 milhões nos EUA e Canadá, mais de US$ 357 milhões no resto mundo, resultando numa incrível bilheteria de US$ 544 milhões. 
















2012 (2009)
Direção: Roland Emmerich
Elenco: John Cusack, Danny Glover, Amanda Pett, Thandie Newton e Woody Harrelson.

Mais uma vez o diretor alemão Roland Emmerich inventou de colocar o mundo à beira da destruição, e agora usou a lenda maia como desculpa, que fala sobre o fim dos tempos no dia 21 de dezembro de 2012.  O filme começa em 2009, no ano do lançamento, falando sobre a lenda maia, e o governo descobrindo sobre isso. O filme continua avançando no tempo, e os governos estão preparando um meio da população se salvar do desastre; e não demora muito para chegar no ano de 2012, quando começa a história dos personagens e seus problemas, para, logo depois, começar as catástrofres. Enormes ondas gigantes assolam o mundo todo, junto com a explosão de um enorme vulcão, que leva fogo e poeira por toda a América do Norte. Jackson (John Cusack), a ex-esposa dele, Kate (Amanda Peet), junto com seus dois filhos e o atual marido dela, Gordon (Thomas McKarty), têm que achar uma forma de se salvarem do desastre, e vão atrás de uns navios que estão construindo na China.



2012 começa com um suspense básico dos filmes de Roland, que precede a destruição em massa do mundo. Esse é o meu filme preferido sobre o fim do mundo, apesar do roteiro pobre e do mal desenvolvimento dos personagens, além de momentos clichês. As cenas são impressionantes, incríveis, repleta de feitos especiais, e todas as cenas de destruição são cinematograficas, empolgantes e impressionantes. O filme ainda tem cenas impossíveis de acontecer, cenas engraçadas, humor, momentos heróicos e todo o drama comum nesses filmes. Dessa vez, o governo não tem culpa, como em O Dia Depois de Amanhã, mas ele continua sendo o malvado do filme, e no caso, é a seleção de pessoas: só os ricos podem pagar para se garantir na "arca de noé" do século 21. Vale destacar o engrassadíssimo personagem de Woody Harrelson, interpretando um ativista doido que já vem avisando desse desastre a tempos. Muitos críticos consideraram os desastres do filme um pouco que fantasiosos demais, dizendo que isso não vai acontecer, não dessa forma. Sé é verdade ou não a profecia de 2012, nós vamos saber isso ano que vem. Deixando isso de lado, os desastres do filme são excelentes e épicos, cinematograficamente falando. E qual será o próximo "fim do mundo" de Roland? 2012 faturou mundialmente mais de US$ 760 milhões.

















O Fim do Mundo (When World's Collide, 1951)
Direção: Rudolph Maté
Elenco: Richard Derr, Larry Keating, Barbara Rush, John Hoyt, Peter Haninarsen e Hayden Rorke


Antes de Impacto Profundo, Armageddon, 2012, O Núcleo, O Dia Depois de Amanhã, hollywood produziu um filme super diferente desses: ao invés de asteróides e cometas, imaginaram como seria se um planeta entrasse em rota de colisão a TerraO Fim do Mundo foi baseado num livro de ficção escrito por Phillipe Gordon Wyle e Edwin Balmer, e mostra a história de um cientista que descobriu que dois planetas estão em rota de colisão com a Terra: Bellus e Zyra. Porém, somente Bellus vai se chocar com a Terra, já que Zyrus está em órbita ao redor do outro planeta. As autoridades não acreditam, mas mesmo assim, ele consegue construir naves espaciais capazes de levar seres humanos para o planeta Zyra, que tem atmosfera semelhante com a Terra. Para isso, eles decidem fazer uma loteria mundial para decidir quem vai ser escolhido para habitar o novo mundo 


Eu ainda não vi o filme, mas acredito que seja bem interessante; e antes de tudo, lembrem que o filme é de 1951, nos anos 50, então, não esperem efeitos especiais iguais aos de hoje em dia. O Fim do Mundo ganhou o Oscar de melhor efeitos especiais, e ainda, adivinha: uma refilmagem está em andamento, prevista para estrear em 2012. Steven Spielberg vai produzir, e Stephen Sommers, dos filmes A mia e O Retorno da mia, vai dirigir. É, parece que teremos mais filmes sobre o fim dos tempos.












2 comentários:

  1. Great post! I wish you could follow up on this topic!

    clomid

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  2. Oi,

    Gostamos muito da postagem!!

    Abraços...

    Kleber e Jonathan

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